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Uma semana no litoral de São Paulo


Em Outubro (2017) fomos conhecer as praias de São Paulo, mais concretamente Juquehy, Maresias e Ilhabela. Chegámos por volta das 8 da manhã ao aeroporto de São Paulo com uma semana para explorar mais um pedaço deste país rico em beleza natural que apesar de todos os problemas politicos continua com uma vibe positiva admirável transmitida pelos brasileiros que vão cruzando o nosso caminho.

Como mencionámos antes só tínhamos uma semana e por isso fomos directos do aeroporto para o litoral em direcção a Juquehy para primeiro deixar as malas na Pousada Villa Juquehy.



Juquehy

Com carro privativo á nossa espera, arrancámos pela Rodovia dos Imigrantes (SP-160), estrada que liga a cidade de São Paulo a Santos e Praia Grande e onde tínhamos que sair na saída Bertioga/ São Sebastião e depois Juquehy. Sobre o caminho e a viagem de 2 horas e 30 minutos podemos dizer que ficámos surpreendidos com a qualidade da estrada em ótimo estado e deslumbrados pela beleza da Serra do Mar, que após uma hora de viagem, aproximadamente, aparece no caminho a inserir o verde na paisagem entre o cinzento da estrada e o cinzento do céu nublado que apanhámos no primeiro dia desta viagem.

Quando o mar apareceu no horizonte apareceu também o sol e decidimos fazer um primeiro desvio rápido de 15 minutos para esticar as pernas e conhecer a primeira praia em Riviera de São Lourenço, onde se destacaram as casas e prédios na primeira linha frente ao mar e a quantidade de imobiliárias que vieram minutos mais tarde contrastar completamente com o segundo desvio que fizémos para conhecer a praia da Juréia, mais escondida e mais virgem sem qualquer tipo de empreendimento.



Quando chegámos a Juquehy a primeira impressão foi de uma vila pacata á beira mar com pouca gente, perfeito para uma chegada tranquila sem stress e sem dificuldades para estacionar á porta da pousada localizada á frente dum supermercado onde aproveitámos para ir conferir alguns preços, como por exemplo:

Caixa de cereais 8 reais

Litro de leite 4 reais

Noodles  1,50 reais

Massa penne 500gr 3,79 reais

Meia dúzia de ovos 5 reais

1 kg de Peito de frango 10 reais

Lata de cerveja 2 reais

1,5l de Água 2,39 reais

Depois de instalados e já de calções de banho e havaianas, fomos almoçar primeiro e seguimos para descansar do voo para a praia de Juquehy onde mais tarde constatámos que se trata de uma praia com aproximadamente 3 km de extensão e com a característica particular em que o mar torna-se mais calmo no lado esquerdo e mais propicio para o surf no lado direito. Durante uma caminhada pela praia e com mais gente nesta altura, começamos a reparar na vida que existe nas praias brasileiras com os  vendedores ambulantes da praia, alguns com carrinhos de mão de madeira com pareos, chapéus e toalhas, outros com bares móveis equipados com música para quem quiser comprar uma cerveja ou uma caipirinha no meio do areal bem perto da rebentação das ondas.



Maresias

No dia seguinte acordámos cedo, tomámos o "café da manhã" na pousada e seguimos viagem rumo ao norte para Maresias por uma estrada entre as montanhas e o mar, passando pelas praias da Baleia e Boiçucanga e sempre com vistas incríveis, seguimos sem parar, era uma viagem de menos de uma hora e não queríamos perder tempo na estrada.

A nossa reserva estava feita para duas noites no Hostel Che Lagarto, espaço novo, boa mistura do rústico com o moderno, bons quartos com boas camas e piscina. É um boa opção!



Maresias é uma praia com atmosfera jovem e de eleição para a comunidade surfista no Brasil onde todos os anos decorrem competições disputadas pelos melhores surfistas brasileiros. Após deixarmos as nossas coisas no Hostel decidimos ir conhecer a praia e caminhando pela vila rapidamente se percebe que é maior, com mais gente e com mais oferta a nível de hostels, hotéis, restaurantes e bares para se beber um copo do que Juquehy. Quando chegámos ao areal, a quantidade de chapéus de sol amarelos da marca de cerveja "Skol" que existiam na praia impressionou-nos, 12 km de praia cheia de gente quer na areia quer nos restaurantes. Decidimos começar ao estilo "zuka" e sentámo-nos nas cadeiras pertencentes ao restaurante Kanaloa e pedimos uns mexilhões ao vinagrete e cerveja de 600ml para ajudar a matar o calor que se fazia sentir na altura. Já fazíamos parte do grupo de pessoas debaixo dos chapéus amarelos a beber cerveja e petiscar quando, de repente, reparámos numa vendedora a carregar uma espécie de forno portátil a carvão onde grelhava e aquecia o chamado "queijo coalho" e o qual fez-nos sentir na obrigação de provar. Estava tudo a saber tão bem que decidimos ficar para ver o pôr-do-sol.



A oferta de comida é logicamente á volta de peixe e marisco e não resistimos em provar o Bobó de Camarão no restaurante "Os Alemão" que nos custou 60 reais a dois degraus da areia. Os pratos custam em média 50 reais quer seja carne ou peixe, uma lata de cerveja 7 reais, cerveja de 600ml 14 reais e um Mojito 22 reais, Maresias é mais caro que Juquehy e começávamos a perceber isso.

Nós somos amantes de sushi e sempre ouvimos falar bem dos sushimen brasileiros e por isso no segundo dia de Maresias optámos por visitar o restaurante Badauê, também frente ao mar e conhecido por servir bom sushi. Lugar TOP, com vista mar, boa música, bom serviço e óptimo sushi. Com o Kanaloa onde estivémos no dia anterior, são as nossas sugestões a nível de restaurantes.



Ilhabela

Chegou a altura de nos despedirmos de Maresias e rumar para São Sebastião, onde se apanha o ferry para o Parque Estadual de Ilhabela. A travessia demora meia hora, custou-nos 16 reais na ida e 7,50 reais na volta e é operada pela empresa Dersa. 

Ilhabela é conhecida pela sua beleza natural e ideal para os praticantes de eco-turismo, possui cerca de 70 praias, 360 cascatas e muitas trilhas para explorar.

As condições atmosféricas não jogavam a nosso favor, as previsões para os dois dias em que ficaríamos na ilha eram de céu nublado e alguma chuva mas sem dar grande importância a esse facto dirigimo-nos para a Pousada do Caboclo, lugar escolhido pela proximidade com a nossa praia de referência, a praia do Curral.

Após pousarmos as malas fomos para a praia procurar um lugar para almoçar e escolhemos o Restaurante Papagaio encostado ao lado esquerdo do areal e com vista para as montanhas do continente. Lugar agradável, com mesas e cadeiras na areia a dois passos da água e com preços um pouco mais altos que no continente mas dentro da realidade praticada na ilha e compreensível pela localização




Apesar das muitas atividades que a ilha oferece, o tempo e as ameaças de chuva não eram favoráveis a grandes passeios a pé e por isso, no segundo dia decidimos ir dar uma volta de carro pela ilha e ir conhecer o centro e saber um pouco mais sobre a historia de Ilhabela.

Chamada de "Maembique" pelos indigenas locais,que viviam sobretudo da pesca e de animais marinhos, a ilha foi descoberta em 1502 pela expedição portuguesa liderada por Gonçalo Coelho e foi batizada de ilha São Sebastião. Passou por várias alterações de nome durante a história até que finalmente em 1945 foi chamada de Ilhabela. Durante a época de colonização, a plantação de cana de açúcar foi a a principal atividade económica da ilha que foi casa de personalidades históricas como Américo Vespúcio e Thomas Cavendish.

Hoje em dia a ilha vive principalmente de Turismo.

Após uma volta pelo centro, decidimos parar no Quiosque Pelicano na praia do Perequê, onde para além de beber e comer qualquer coisa, aproveitámos para saber mais sobre as atividades turísticas desenvolvidas na ilha e que pode consultar em http://www.ilhabela.com.br/passeios/ .



Depois de cinco noites a dormir pelas praias do litoral de São Paulo, chegou o momento de regressar á cidade para dormir uma ultima noite antes do regresso a Portugal. Foram seis dias que serviram para matar saudades do Brasil e para a recolha de informação para o nosso projecto e apesar de não termos tido sorte com o tempo, a nossa guia particular e anfitriã foi uma querida conosco, sempre disponível e paciente e queremos deixar aqui os nossos agradecimentos.

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